Sergi Altimira é uma das muitas caras novas do Sporting na presente temporada desportiva. Contratado ao Real Betis a troco de 18 milhões de euros, o médio assumiu-se como um dos esteios no meio-campo do Sporting. Em três jornadas que já cumpriu na I Liga, o espanhol cumpriu sempre os 90 minutos na equipa liderada por Rui Borges.
Numa extensa entrevista concedida esta segunda-feira ao podcast ‘Marcador Internacional’, da cadeia espanhola Radio Marca, o médio falou sobre como têm sido os primeiros tempos de leão ao peito.
“Adaptei-me muito bem às ideias do treinador [Rui Borges] e estou a conhecer os meus companheiros cada vez melhor. Estamos a começar agora com muitos jogadores novos. No Sporting o objetivo é lutar por todos os títulos e só posso dizer que estou muito contente”, começou por dizer Sergi Altimira.
Confrontado com a missão de ter de substituir Morten Hjulmand, antigo capitão do Sporting que este verão rumou ao Atlético de Madrid, Sergi Altimira mostrou-se tranquilo com essa responsabilidade.
“Substituir Hjulmand? Em todas as equipas saem jogadores importantes e entram outros para substituí-los. No final, sei que tenho de assumir a responsabilidade. Estou consciente do clube onde estou e também sei o que esperam de mim. É uma pressão que já estou habituado a sentir em todas as equipas que representei. Pela minha parte só posso dizer que estou muito contente por estar aqui para assumir esta responsabilidade. É um novo desafio para o qual estou com muitas ganas”, prosseguiu o médio.
Sergi Altimira, revelou ainda as razões que o levaram a trocar a La Liga pela I Liga, numa altura em que era uma das grandes figuras do campeonato espanhol. O novo camisola 5 dos leões deixou no ar a existência de um problema com o antigo treinador Manuel Pellegrini.
“A minha evolução foi exponencial e notei que estava na altura de sair para não estagnar. Tive de trabalhar no duro, joguei na 2.ª divisão B e fui subindo aos poucos. No Real Betis sempre dei o meu máximo, quando era titular ou quando saía do banco. No final, no que dependeu de mim, tudo foi controlado mas havia coisas que dependiam do treinador e, dessa forma, entendi que o melhor era sair e mudar de ares. O clube também estava de acordo e fiquei contente por ajudar o Betis financeiramente com alguns milhões, todas as partes ganharam e foi isto”, recordou.
Altimira apontou o compatriota Rodri como a grande referência. “Muitas vezes passa despercebido mas faz um trabalho incrível. Tem uma inteligência tática brutal”, referiu o médio, que não escondeu que, no futuro, gostaria de voltar a Espanha e com a Bola de Ouro no bolso. “Porque não?! Uma Bola de Ouro assinamos logo”, atirou.
